"Oreretama, A Terra do Índio"

EXPOSIÇÕES ITINERANTES

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Em parceria com o Serviço Social do Comércio/SESC, o Museu Histórico Nacional produziu a exposição itinerante "Imagens do Brasil: História de Todos Nós", reunindo reproduções da coleção de aquarelas, desenhos a lápis e bico-de-pena do artista italiano Alfredo Norfini ( 1867 - 1944 ), que percorreu importantes cidades históricas brasileiras registrando o que de marcante e característico permanecia vivo entre os símbolos do nosso patrimônio.

Norfini documentou a paisagem rural e urbana, recortes de montanhas, ruas e pontes, arquitetura civil e religiosa, interiores, ornamentos, mobiliários, aspectos gerais e particulares da vida ainda sobreviventes no início do século XX.

A maior parte das obras focaliza Minas Gerais - Caeté, Congonhas do Campo, Diamantina, Sabará, Tiradentes, São João del Rei, Santa Bárbara e Ouro Preto - mas são de interesse nacional por revelarem padrões conhecidos e vividos em quase todo o país desde o século XVII.
Assim, através da exposição, conhecemos a casa-grande do engenho Meaghype, em Pernambuco; a casa patriarcal, imensa, que abrigava além da família, os compadres, os amigos e os agregados ... recordamos os chafarizes, responsáveis pela água fresca que abastecia a cidade ... imaginamos os odores da cozinha, com seu imenso fogão a lenha .... descansamos nas varandas e alpendres coloniais e desvendamos a intimidade das janelas com treliças e conversadeiras, herança mulçumana, que atendiam ao recato imposto à vida familiar ....
Além da obra de Norfini, vislumbra-se o burburinho das lojas, vendas, armazéns e oficinas, localizados no térreo dos sobrados... Conventos, igrejas, capelas e oratórios de esquina são marcos dominantes de norte a sul do país e, nos seus interiores, pias batismais e lavabos em pedra. Nas ruas, os "frades" protegem o casario das avarias causadas pelos veículos de tração animal e nas portas, o ferro batido dos espelhos das fechaduras e das "aldravas", espécie de batedor que fazia as vezes da campaínha elétrica, chama a atenção.
A Casa do Contratador, o Pelourinho, a Casa dos Contos, a gargalhadeira e o tronco para escravos relembram a nossa economia. Reconhecendo a riqueza de informações contidas nessa coleção de 156 exemplares de alto nível estético e artístico, Gustavo Barroso, então diretor do Museu Histórico Nacional, comprou-a do artista em 1930, para integrar o acervo do Museu, permanecendo hoje no nosso Arquivo Histórico. A exposição itinerante é composta de 56 quadros de 46 X 38,5cm e maiores detalhes podem ser obtidos através do telefone (0xx21) 3299-0359