"Memória Cearense"

EXPOSIÇÕES ITINERANTES

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Pesca das piranhas em russas, 1859
Foto: Rômulo Fialdini
Livro do MHN
Ed. Banco Safra




Estação de carros no sertão, 1859
Foto: Rômulo Fialdini
Livro do MHN
Ed. Banco Safra




Capela da Freguesia, 1859
Foto: Rômulo Fialdini
Livro do MHN
Ed. Banco Safra


Em parceria com o Serviço Social do Comércio/SESC, o Museu Histórico Nacional produziu a exposição itinerante "Memória Cearense", com reproduções fotográficas de aquarelas e desenhosde José dos Reis Carvalho, pintor, desenhista e cenógrafo que integrou a Comissão Científica de Expedição ao Ceará em 1859.
São 32 pranchas, sendo 15 aquarelas e 17 desenhos, realizados por José dos Reis Carvalho no período de agosto de 1859 a julho de 1861, que documentam a paisagem e o cotidiano de inúmeras cidades do Ceará.
José dos Reis Carvalho documentou fatos pitorescos, como a tentativa de utilizar camelos, importados da Argélia, como meio de transporte, e descobertas tecnológicas, como o primeiro registro de utilização de moinhos de vento na região do Vale do Jaguaribe, cujo uso era desconhecido na própria província do Ceará e no resto do território nacional.
Artista citado por Debret em seu livro "Voyage Pittoresque au Brésil" ( 1834 - 1839 ) como sendo um dos alunos fundadores de classe de pintura da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, participou da Comissão Científica da Exploração, promovida pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro na Província do Ceará.
A partir da vinda da família real portuguesa, em 1808 o Brasil passou a ser um campo aberto para investigações de cientistas europeus, mas havia um certo descanso no país em relação à pesquisa científica. Em 1850, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro lançou uma proposta de investigação do país, a ser feita por cientistas brasileiros, concretizada seis anos depois com a criação oficial da Comissão Científica de Exploração que tinha dois objetivos básicos: estudar as condições naturais e coletar material para o Museu Nacional. A escolha da Província do Ceará baseou-se na crença, existente na época, de ser o solo daquela região rico em minerais.
Apesar de não terem sido encontrados dados referentes ao nascimento e morte de José dos Reis Carvalho, deduz-se que ele teve uma vida profissional atuante bastante longa, cerca de 60 anos, comprovados através de citação feita por Debret em 1824 e de trabalhos datados de 1884. Os originais integram a coleção do Arquivo Histórico do Museu. A exposição itinerante é composta de 32 quadros de 60 X 54cm e maiores detalhes podem ser obtidos através do telefone (0xx21) 3299-0359.